sexta-feira, 13 de abril de 2007

Brincos-de-princesa

As fuchsias, ou vulgarmente designadas de "brincos-de-princesa", são originárias da América do Sul e pertencem à família Onagraceae. São plantas vivazes, semi-lenhosas, com época de floração entre Maio a Outubro. Necessitam de um período de repouso durante o Inverno em condições frescas, no entanto, se receberem pelo menos três horas de sol directo por dia podem dar flor, aparecendo assim continuamente quase todo o ano.
No entanto, algumas variedades são sensíveis à geada, o que implica que sejam protegidas/resguardadas no Inverno (obrigando a que se encontrem em vasos e não directamente no solo).
As flores desta planta são bastante coloridas e grande parte são pendentes, adequando-se bastante bem em vasos pendurados. A flor é composta por quatro ou mais sépalas curvadas, estames compridos e estigma extremamente comprido (O que dá a impressão de um brinco pendurado). Existem algumas variedades que apresentam folhas variegadas e decorativas. Através da poda é possível guiar estas plantas, dando-lhes diferentes formas: arbusto, árvore, pirâmide ou coluna.
A multiplicação das fuchsias resulta bem quando propagada por estacas de caule e necessita de um substrato (ou mesmo o solo) bem drenado. Ou seja, deve-se evitar o alagamento da terra assim como os ventos frios e secos. É sensível ao pulgão, à botrytis e à ferrugem.
Nas minhas pesquisas descobri que estas plantas são comestíveis, tanto o fruto como as flores (mais especificamente as pétalas). Para além disso, são flores utilizadas em terapias com essências florais e que actuam essencialmente na repressão, emoções bloqueadas, enxaquecas, dores de estômago, gastrite, úlceras e mau hálito.
É lamentável, mas não tenho nenhuma imagem destas belas flores! Para quem estiver interessado em ver como são bonitas, encontram neste site:
http://www.olhares.com/brincos_de_princesa_fucsias/foto917969.html


Nota: Gostaria de não estar a ser demasiado tendenciosa, mas a verdade é que os "brincos-de princesa" são mais uma das minhas favoritas!!! Na casa da minha avó haviam várias, o que pode indicar que se adaptam bem na linha de Cascais.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Apresentações: Hibiscos


Hibiscus rosa-sinensis L.
Os hibiscos, ou vulgarmente também designados de Rosa-da-china, existem em variadíssimas cores muito vivas. Como arbustos ficam bem em qualquer jardim e dão flores da Primavera ao Outono.
Mais uma das minhas predilectas!!!

sábado, 7 de abril de 2007

Buganvília

Buganvília – género Bougainvillea



Família: Nyctaginaceae

Origem: América do Sul

História: Diz-se que foram descobertas no Brasil em 1790, pelo francês Louis de Bougainville.

Clima e solos: São plantas trepadeiras que se adaptam muito bem a climas quentes e áridos e sensíveis a temperaturas menores que -5º C. No que toca aos solos adaptam-se muito bem a qualquer gama de pH.

Características: As buganvílias são cultivadas pelas suas brácteas coloridas (rosa, encarnado, creme, alaranjado e até arroxeada). Normalmente, as pessoas chamam flores às brácteas, mas na realidade as brácteas são folhas modificadas que servem para proteger as inflorescências e para atrair os insectos para a polinização, estas brácteas são totalmente estéreis.
As inflorescências são brancas e/ou cremes e o fruto é um aquénio (como o morango), que não tem qualquer interesse. Floresce todo o ano.
Usualmente apresentam espinhos e por isso, quando se poda devem usar-se botas, luvas e óculos, e não pensem que estou a brincar… os malvados espinhos magoam à séria!
A folhagem das buganvílias é persistente (todo o ano verde).
Pode atingir 5 a 10 m dependente das variedades, mas como não pretendemos que isso nos aconteça, devem efectuar-se podas todos os anos.

Truques: Partindo do pressuposto que queremos plantas para o nosso jardim para elas florirem (o que nem sempre acontece), as buganvílias florescem melhor se:
1) As colocarmos ao Sol (requer sol de chapa);
2) Lhe dermos pouca água (não matá-las à sede, mas regar pouco, e só regar enquanto floresce). As regas devem ser sempre efectuadas quando estiver menos calor, isto é, início da manhã ou fim da tarde, nunca ao meio dia;
3) Lhe dermos pouca adubação (se adubarmos muito, ela irá ter mais vigor e produzirá ramos ladrões, estes não dão flores, e isso é o que nós não queremos!), além disso, devemos escolher uma adubação pobre em Azoto, mais rica em Fósforo e medianamente em Potássio;
4) Colocarmos os ramos na horizontal, para tal, temos de forçá-la a ser horizontal, isto é, atar os ramos com arames;
5) Podar todos os anos

Poda: Apesar de se poder podar várias vezes, desde que seja após a floração, a poda deve ser feita todos os anos no final de Fevereiro,
A poda deve ser feita a 3 nós, isto é, contam-se os olhos da planta, que nesse ano irão crescer e cortam-se os restantes. Nesse ano irão crescer ramos com 60 a 100 cm que irão florescer.

Espécies existentes: Bougainvillea buttiana; Bougainvillea glabra; Bougainvillea peruviana; Bougainvillea spectabilis; Bougainvillea spinosa; entre outras.
Espécies mais usadas: Bougainvillea glabra; Bougainvillea spectablis

Variedades anãs: apresentam entre-nós curtos; variegadas (o que significa, que apresentam folhas com manchinhas brancas, sem clorofila, e que por isso, crescem mais devagar porque possuem menos clorofila).

Variedades com dupla quimera: por exemplo, plantas que ao mesmo tempo têm:
- folhas verdes;
- folhas brancas;
-folhas verdes e brancas;
- brácteas rosas;
- brácteas brancas;
- brácteas rosas e brancas.

Pormenor de folhas verdes e brancas. Fonte: http://toptropicals.com/pics/toptropicals/ebay/6467.jpg


Variedades com duplicatura: isto é, estames e carpelos transformam-se em brácteas estéreis, ficando as plantas em floração com uns enormes tufos de mais de 6 brácteas.

Problemas: São plantas que enraízam com grande dificuldade e apresentam uma taxa de fertilidade muito baixa (nunca pedir raiz nua), por isso a propagação deve ser feita por estaca de ramos lenhosos.
Costumam ser atacadas por pulgão que pode ser tratado com um insecticida sistémico.
( Este artigo é integralmente da autoria da minha amiga e antiga colega Vera Ferreira.)

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Upgrade

Upgrade: Carlitos, o Amor-perfeito é uma boa planta para pôr no tal terraço. Combina com o azul e dá flor todo ano, apesar do período de floração ser curto. No entanto, consta que basta semear regularmente algumas plantas para obter flores todo o ano.

domingo, 1 de abril de 2007

Apresentações: Amor-perfeito



Amor-perfeito (Viola arvensis Murray)

Sem dúvida uma das minhas preferidas!!!

sábado, 31 de março de 2007

Aloe vera

Hoje andei a “jardinar”… Apesar de não ter nenhum jardim, uma pequena varanda permite algumas brincadeiras! Principalmente quando temos uma mãe que acredita que por estudarmos agronomia somos capazes de executar na perfeição qualquer actividade de jardinagem!!!
Um vizinho meu decidiu oferecer um vaso com um(a) Aloe vera à minha mãe (vamos partir do principio que se trata mesmo da planta Aloe vera, porque honestamente não sei distinguir), alegando as suas propriedades medicinais. No entanto, o vaso vinha com um pequeno défice de terra. E foi APENAS essa a minha árdua tarefa de jardinagem… Preencher com terra o restante espaço!
Mas não foi para partilhar a minha experiência de jardinagem que decidi escrever este Post! O que acontece é que fiquei a pensar: afinal o que é o Aloe vera?
Sem dúvida que o Aloe vera está na moda!!! Basta olhar um pouco em redor e deparamo-nos com variadíssimos produtos com extractos desta planta: é champô com extractos de Aloe vera para as pontas espigadas, é cremes para a cara e corpo, batom para o cieiro e até já se encontram iogurtes com aroma a Aloe vera! Para não falar naquelas pessoas que andam na rua à procura da planta para retirar umas folhas e fazer em casa tratamentos caseiros. Ou ainda quem tem a planta em casa e não sabe bem como tirar proveito dela… Como eu!
A verdade é que poucas vezes ouvi falar desta planta cientificamente… Sei que é o liquido que liberta das suas folhas suculentas que apresenta características terapêuticas e que geralmente é utilizado para a pele e para os cabelos. No entanto, não conheço as suas necessidades e exigências, não tenho conhecimentos exactos dos seus benefícios, das suas capacidades e das vantagens que existem por tê-la em casa…
Mas enfim, a planta foi oferecida e como se costuma dizer: “a cavalo dado não se olha o dente”!
Para os mais distraídos, aqui vai uma imagem da “minha” Aloe vera!


P.S. Obrigada Vera, pelas correcções cientifícas! Já estão alteradas!:)

quinta-feira, 29 de março de 2007

Amendoeiras

Este primeiro post (se assim o posso chamar) é exactamente sobre o assunto que referi antes!
As dúvidas que surgem no café a falar com amigos… Na terça-feira passada, a conversa sobre jardins surgiu e foi-se desenvolvendo, acabando por se falar em variadas culturas, espécies, utilizações e práticas culturais. No entanto, não querendo já correr o risco de tentar pôr "o Rossio na rua da Betesga", vou apenas dedicar-me à pergunta inicial que de facto resultou como "mote" da conversa!!

"Posso plantar uma amendoeira no meu jardim? E onde a posso arranjar?"

As amendoeiras (Prunus dulcis), famosas pela sua beleza em floração, são características na região de Trás-os-Montes e Alto Douro e também no Algarve. São árvores de folha caduca e pertencem à família Rosaceae.
É uma espécie tipicamente mediterrânica, de clima quente e seco na Primavera, que resiste bem à secura, ao calcário e ao pH elevado.
As flores são hermafroditas, mas no entanto apresentam auto-incompatibilidade, o que obriga à polinização cruzada. Ou seja, o pólen de uma flor poliniza o estigma de outra flor, mas podem ser ambas flores da mesma árvore. Portanto, não é obrigatória a presença de duas árvores para ocorrer a polinização e posterior frutificação. Os agentes de polinização podem ser, o vento, os pássaros ou os insectos. No caso da Amendoeira, a polinização é entomófila. Apesar da grande maioria não o ser, existem cultivares auto-férteis.
A Amendoeira demora entre 2 a 3 anos a entrar em produção (dar frutos) e a época de colheita situa-se entre Agosto e Outubro, variando com a localização e as cultivares.
Em relação à utilização da amendoeira como árvore ornamental, confesso que não consegui encontrar muita coisa. Talvez seja porque são árvores de porte médio/grande que podem ser limitativas a nível de espaço.
Penso que qualquer viveiro ou loja de jardinagem que venda árvores fruteiras deve ter plantas de amendoeira para venda, ou pelo menos a possibilidade de encomenda.

P.S. Tal como já disse antes, não pretendo que este texto seja uma lição teórica, ou muito menos uma reunião de citações recolhidas! Por isso mesmo espero que caso exista algum acrescento a fazer, ou qualquer correcção a algo que não achem correcto, todas as criticas serão bem vindas!